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Por Sebastião Deister 07/07/2017 - 12:31:10   |  Atualizado em 07/07/2017 - 12:31:29
 
Matriz de Nossa Senhora da Conceição da Santa Virgem e de São Pedro e São Paulo da Paraíba  
 

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| Foto: SD |

Encarregado pela Coroa Portuguesa de abrir um novo caminho que ligasse as terras de Minas Gerais ao Rio de Janeiro (o famoso Caminho Novo de Minas), o jovem bandeirante Garcia Rodrigues Paes (filho do desbravador Fernão Dias Paes, o caçador de esmeraldas) estabeleceu-se com família e agregados às margens do rio Paraíba do Sul no local onde hoje se encontra a Praça São João Marcos. Entusiasmado, Garcia mandou construir grandes fazendas entre os rios Paraíba e Paraibuna, ali erguendo sua residência. Católico convicto e atento às determinações emanadas do Reino Português, mandou edificar a primeira capela dedicada ao culto de Nossa Senhora da Conceição da Santa Virgem e dos Apóstolos São Pedro e São Paulo para assim satisfazer os preceitos da Igreja e receber os sacramentos adequados de sua religião, inaugurando-a provavelmente em 23 de janeiro de 1715 e entregando seus misteres ao Carmelita Manoel da Fonseca Natividade. O próprio Garcia responsabilizou-se pelo sustento do padre, a quem repassava como côngrua anual (nome dado à pensão que se dava aos párocos para seu sustento) a quantia de 500 mil réis. Em pouco tempo, o bispo D. Francisco de São Jerônimo transformou a Capela em Curada e autorizou, no mês de maio de 1719, a abertura de livros para assentamentos de batizados, casamentos e falecimentos. Conforme o Livro de Batismos de 1719, o titulo original da Matriz era tão-somente Nossa Senhora da Conceição de São Pedro e São Paulo, permanecendo tal titulo até 1813.


A partir de 1816, depois do mês de abril, já era comum seu título ser Matriz de Nossa Senhora da Conceição da Santa Virgem e dos Apóstolos São Pedro e São Paulo da Paraíba. Arruinado o primeiro templo em função da fraqueza de sua construção, levantou-se outra capela que Pedro Dia Paes Leme, filho de Garcia, fez erguer em lugar mais apropriado e seguro. Distante então das águas do rio Paraíba, a capela foi consagrada pelo Capelão Curado padre Manoel Gonçalves Viana em 10 de novembro de 1745, construindo-se na ocasião apenas um altar para abrigo do Sacrário. No dia 2 de janeiro de 1756, o templo entrou para a classe de Igrejas Perpétuas, recebendo Apresentação Oficial três dias depois e Confirmação Eclesiástica em 25 de junho do mesmo ano. Seu primeiro vigário encomendado foi o padre Antônio Pereira de Azevedo que ali não permaneceu, deixando a igreja a cargo de padres amovíveis (ou seja, religiosos que podiam ser transferidos de paróquia a qualquer hora, a critério do Arcebispado) até a chegada do segundo pároco Jacinto Correia Nunes munido da Provisão de 18 de janeiro de 1800. Também esse pároco acabou sendo substituído pelo padre Carlos Dantas de Vasconcelos. A essa época, a jurisdição da igreja compreendia cerca de 7 léguas terrestres (cerca de 46.200 metros) na qual se inseriam as fazendas da Várzea, da Paraíba e de Paraibuna criadas por Garcia. Por esse tempo, o já conhecido rossio da Paraíba contava com 60 fogos (60 famílias) e o número de pessoas adultas não passava de 500 almas, segundo o rol lavrado pelo pároco Carlos Dantas.


A igreja possui estilo neocolonial tardio, com frontão central composto de larga porta central arqueada ladeada por dois acessos menores de mesmo aspecto e estrutura. As torres laterais, mais altas, formam o eixo fronteiro de simetria. Até 1932, estas torres limitavam-se à altura do frontão, sendo concluídas em 1933 para abrigar seus sinos. Apresentam janelas em suas faces e óculos de vitrais tanto na parte superior quanto na inferior. Internamente, a nave principal possui abside em arco estruturado em pedras de cantaria, determinando um grandioso altar-mor em degraus ornamentado por colunatas dotadas de arabescos e filigranas decoradas por fios dourados ao estilo neocolonial tão comum nas admiráveis e ricas igrejas mineiras. No suntuoso altar destaca-se a Virgem Nossa Senhora da Conceição, lateralmente acompanhada e protegida pelas grandes imagens de São Pedro e São Paulo. Coroando o altar, desponta o ícone de Cristo Crucificado adorado por dois anjos guardiões. Pelas largas e altas paredes desfilam várias figuras de santos tenuamente iluminadas pelas velas de pequenas arandelas de madeira. Há que se destacar também a face interna das três janelas do frontão central acostadas ao mezanino que determina o transepto principal, providência arquitetônica que confere à nave intensa luminosidade natural. Após reformas e muitas melhorias, a atual Matriz foi concluída em 1860.


O interior da igreja sofreu diversas intervenções estruturais e arquitetônicas, descaracterizando um pouco sua construção original. De fato, sua decoração interna mescla alguns detalhes rococós com influências barrocas, aglutinação que lhe fornece, no entanto, uma beleza diferente e até mesmo bem distribuída pelos imensos vãos da nave. Também na lateralidade da abside principal surgem quatro balcões fechados, provavelmente as tradicionais e indispensáveis tribunas destinadas à presença mais confortável e privativa dos grandes senhores da Paraíba no século XIX. Tal exigência estrutural e decorativa pode ser observada nas grandes igrejas do vale levantadas entre os séculos XVIII e XIX, como, por exemplo, em Vassouras e Paty do Alferes.


À direita da neve localiza-se o Sacrário, espaço dotado de um conjunto de bancos destinados às orações dos fieis, estrutura que preserva muitas das características estruturais do grande e confortável templo sul-paraibano.


Praça São Pedro e São Paulo. s/n, Centro / (24) 2263-1040


Na próxima edição: Igreja de Santo Antônio da Encruzilhada em Paraíba


 

 
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