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Valorização do salário mínimo e isenção do IR injetarão R$ 110 bi na economia em 2026

Sem as políticas de valorização do salário mínimo implantadas desde o primeiro governo do presidente Lula, valor hoje seria a metade do atual (R$ 823)

Edição: 535
Data da Publicação: 26/06/2026

Desde 1º de janeiro deste ano, vigora no país o novo valor do salário mínimo, que passou de R$ 1.518, em 2025, para R$ 1.621, em 2026, um reajuste de 6,7%. "O salário mínimo é uma questão muito importante. Só o salário mínimo injetará na economia brasileira mais de R$ 80 bilhões no ano", destacou o ministro do Trabalho. 

Luiz Marinho foi categórico ao frisar que, sem as políticas de valorização do salário mínimo adotadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde seu primeiro mandato, o valor hoje seria a metade do que vale em 2026. Os reajustes anuais adotados nesta gestão levam em conta a inflação dos 12 meses anteriores, mais a taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo ano anterior ao vigente.

"Se olharmos lá em 2003, no primeiro mandato do presidente Lula, até então tinha uma dinâmica de correção dos salários mínimos que era simplesmente pela inflação com eventuais arredondamentos. Não fosse a política de valorização criada pelo presidente Lula lá no seu primeiro mandato, seguido no segundo, seguido pela presidente Dilma Rousseff, e interrompida em 2017 até o final de 2022, o salário mínimo valeria hoje a ordem de R$ 823, metade do que vale o salário mínimo hoje. É, portanto, uma política de valorização muito eficiente, é o dobro do que seria se não houvesse o governo do presidente Lula. A renda dos trabalhadores tem crescido durante os nossos governos", revelou Luiz Marinho. 

Isenção do Imposto de Renda

Para 10 milhões de brasileiros, o reajuste do salário mínimo vem acompanhado de outra medida importante que permitirá um aumento no salário: a isenção do Imposto de Renda para aqueles que recebem até R$ 5 mil. Além disso, aqueles que ganham entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil mensais terão descontos menores do que os praticados em 2025. Segundo estimativas do Governo do Brasil, 16 milhões de pessoas deverão ser beneficiadas. 

Esses dois fatores somados permitem projetar que 2026 será mais um ano positivo para o país. "Quando me perguntam o que eu acho da economia para este ano, acho que vai ser de novo um bom ano, porque nós começamos, em janeiro, com o crescimento da renda, especialmente dos menores salários", disse o ministro. "Você tem o salário mínimo e tem a isenção do Imposto de Renda. A soma dos dois injetará no ano R$ 110 bilhões na economia brasileira, portanto acredito que será bom de novo para a economia e para o emprego".

Contracheque

Os impactos da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a redução da carga tributária para aqueles com salários entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil mensais serão percebidos nos salários de janeiro que serão pagos aos trabalhadores em fevereiro. 

Luiz Marinho destaca que, principalmente para os que ganham até R$ 5 mil, os efeitos serão sentidos como um aumento real de salário. "Você pega o contracheque de janeiro e compara com o contracheque de dezembro ou de novembro. Você vai ter uma surpresa, como se fosse um grande aumento de salário real. Vai sobrar dinheiro para você investir nas suas necessidades, fazer uma poupança para fazer uma viagem, para investir na educação ou para investir na troca do seu veículo, da sua geladeira ou do seu freezer, fazendo a economia girar", destacou.

Resumindo, quem ganha mesmo é a economia dos municípios do interior

O maior beneficiado com essa política de reajuste do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda até 5 mil reais é o município, porque, além de atingir quem está na ativa, ela alcança também os aposentados, pensionistas e quem recebe o BPC, são mais recursos injetados na economia municipal. Miguel Pereira e Paty do Alferes possuem cerca de 10.000 aposentados e pensionistas pelo INSS, o que injeta cerca de 80 milhões de reais na economia de cada cidade. Não é pouco dinheiro, é distribuição de renda, é o que ajuda substancialmente a economia das cidades do interior. É um número invisível de que pouco se fala, mas que faz toda a diferença.

Os ricos fazem poupança, aplicam, gastam no exterior, mas quem está nessa faixa de renda gasta na cidade gerando emprego e melhoria de vida.

Daqui a 100 dias, o país vai ser chamado a escolher que modelo deseja para os próximos 4 anos, se esse descrito aqui ou a política de desatrelar o reajuste do salário mínimo dos aposentados, o fim do reajuste acima da inflação, aliás como foi feito no governo anterior. São dois projetos de país - escolha o seu.